domingo, 3 de abril de 2011
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
" Fado - História de um Povo"

O espectáculo chama-se “Fado - História de um Povo”, estreou no dia 9 de Julho e vai ficar em cena 9 meses. O título não diz tudo, porque a imaginação de Filipe La Féria foi mais longe do que a mera reconstituição das raízes do Fado, qual semente germinada na alma de um Povo ao longo dos séculos da sua História.
O espectáculo corporiza, é certo, essa viagem às origens, esse regresso ao presente, essa antecipação às tendências, tão magistralmente retratadas na sua dedicatória final ao “renascer” do espírito de Amália, vertido, também, no vanguardismo conceptual do “Novo Fado”.
Mas não é, apenas, nessa simbiose de cantos antiquíssimos, de lendas reencontradas, de episódios de uma régia corte auto exilada no Brasil, de temas que ressoam na nossa memória e habitam o nosso quotidiano, que reside o único segredo inspirador de “Fado – História de um Povo”.
O seu segredo maior reside no estranho sortilégio de um musical que o espectador vê a cantar e, depois, leva para casa, como se fora sua pertença, como se fora o reencontro com a alma de um povo, na sua estranha forma de vida, no seu singular destino de se sentir e se exprimir através do fado.
E há, depois, esse impressionante elenco de fadistas, actores, músicos, bailarinos, acrobatas que dão corpo à criatividade do guião de “Fado – História de um Povo”.
São nomes grandes do espectáculo nacional, tais como Alexandra, a genial intérprete de Amália Rodrigues no musical “Amália”, de La Féria, Gonçalo Salgueiro, além dos mais significativos intérpretes do “Novo Fado” e de surpreendentes revelações de cantores criteriosamente seleccionados em sucessivas audições divulgadas ao grande público através de um concurso da RTP.
Uma fantasia posta ao serviço de um “espectáculo total”, em que o vanguardismo dos recursos técnicos do Salão Preto e Prata é explorado ao limite: as cenas sucedem-se em ritmo incessante, numa dinâmica que balanceia picos de euforia e recolhimentos nostálgicos, numa cadência que deixa o espectador suspenso, face ao insólito de acrobatas que sobre ele pairam, face à surpresa de artistas que o rodeiam e transformam em palco toda a plateia do Salão Preto e Prata.
Como um segredo que é seu, mas que partilha com uma multidão de admiradores. Como um enigma que só a ele pertence e cuja chave está guardada nesse inesgotável espólio da sua genialidade criativa!
O espectáculo homenageia grandes compositores e como não podia deixar de ser o Grande Raúl Ferrão também está incluído!!
Bilhetes á venda na Ticketline e no Casino Estoril
A não perder!!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Vinil - Fado Eugénia da Câmara - Raúl Ferrão
Título: Fado Eugénia da CâmaraIntérprete: Amália Rodrigues
Editora: Columbia
Arquivo: Arquivo Histórico da RDP
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Maria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Serôdio
Lisboa, 7 de Novembro de 1918 — São Pedro de Sintra, 4 de Julho de 1993,
Com origem familiar aristocrática — era bisneta de D. João Inácio Francisco de Paula de Noronha, 2º conde de Paraty e de D. Vasco António de Figueiredo Cabral da Camara, 3º conde de Belmonte, ambos do lado paterno e descendente dos Condes dos Arcos, do lado materno — tornou-se Condessa de Sabrosa, pelo seu casamento com D. José António Barbosa de Guimarães Serôdio, grande admirador do Fado e guitarrista amador.
Mostrando desde cedo uma decidida aptidão para interpretar o Fado, cantava em festas de família e de amigos. Com a sua visita aos retiros de Fado passa a tornar-se conhecida a sua expressão artística, e a ganhar muitos admiradores autênticos, entre os conhecedores do Fado. Grava o seu o seu primeiro single com o título de O Fado dos Cinco Estilos em 1939, um ano depois da Emissora Nacional, ter convidado Maria Teresa de Noronha que, acompanhada pelo guitarrista Fernando Freitas e pelo violista Abel Negrão, foi apresentada aos ouvintes pelo locutor D. João da Câmara, sendo tal o êxito que foi convidada para o programa semanal Fados e Guitarradas, que esteve no ar vinte e três anos.
Fados como Fado da Verdade, Fado Hilário e Fado Anadia foram êxitos que muito agradaram ao grande público, assim como outros fados do seu repertório (muitos deles do maestro e compositor Raúl Ferrão), entre os quais: Nosso Fado, Fado Menor e Maior, Minhas Penas, Pintadinho, Pombalinho ou Fado Rio Maior.
Em 1968 abandona a Emissora Nacional mas não deixa de cantar, continuando a fazê-lo em privado.
De entre as suas actuações no estrangeiro, destaca-se em 1946 a sua deslocação a Espanha, por ocasião do Festival da Feira do Livro de Barcelona, e ainda Madrid, a convite do Governo espanhol, para actuar no Hotel Ritz, onde teve um êxito estrondoso. Ainda em 1946 vai ao Brasil e é igualmente muito apreciada. Actuou no Mónaco para Grace Kelly e Rainer III e em 1964 desloca-se a Londres para actuar na BBC.
A sua dicção, a sua maneira de se expressar, a forma como dominava as figurações intrincadas como os pianinhos e os roubados tornou-a criadora de um estilo muito próprio, que fez escola.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Camané apresentou novo álbum em 2008
O fadista Camané apresentou no Centro Olga Cadaval, em Sintra, o seu novo álbum, «Sempre de mim», em que canta inéditos de Alain Oulman.Com o fadista no palco do Olga de Cadaval estiveram José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Paulo Paz (contrabaixo).
Além dos inéditos que Alain Oulman compôs exclusivamente para Amália Rodrigues, o novo álbum, editado pela EMI Music Portugal, inclui poemas de Luís de Macedo, outro nome ligado à fadista, falecida em Outubro de 1999.
De Macedo é «Mar impossível» que abre o álbum e que Camané canta na música do «Fado Carriche» de Raul Ferrão, e «Bicho de conta», com a música do «Fado Britinho», de Frederico de Brito.
